Valorizando a roça

Por: Fernanda Clariano
 
Pelo primeiro ano, a Agrishow contou com a Arena do Produtor Artesanal, um espaço destinado a pequenos produtores de cachaça, queijo, café, doces e embutidos, que atraiu inúmeros visitantes que vão à feira em busca de novidades.

Ouro de Sant’Ana
 
Nascido no Peru e naturalizado no Brasil, Fernando Rotondo mora com sua esposa Sibele Mantovani Rotondo em uma fazenda na fronteira com o Uruguai, em Santana do Livramento (RS), onde produzem e vendem azeitonas para conserva e azeite.

“Chegamos aqui após um criterioso estudo de qualificação para escolher o melhor ‘terroir’ para a cultura da Oliveira no Brasil e essa é a nossa quinta safra no Rio Grande do Sul. Este ano a representante dos nossos produtos na região nos falou sobre participarmos da Agrishow e aqui estamos para difundir um azeite brasileiro de ótima qualidade que não perde para nenhum outro top no mundo. Essa iniciativa de trazer os pequenos produtores, os produtores artesanais para dentro da feira, é uma forma de nos incentivar, nos motivar e esperamos difundir nossa  marca e conquistar novos clientes”, afirmou Rotondo.

Weber Cruvinel, da Queijaria Três Reis - de Medeiros - MG, região da Serra da Canastra, expôs com orgulho o que, de acordo com ele, é produzido na roça com muito amor e carinho. O empresário produz queijo canastra e o queijo de maturação em mofo branco, artesanal e gourmet, que podem durar meses. Em 2018, a queijaria ficou em segundo lugar no prêmio Queijo Brasil, da Associação Comer Queijo, em São Paulo, na categoria queijo em mofo branco.

“Estou muito orgulhoso de poder apresentar o fruto do que produzimos artesanalmente nesta feira que é considerada uma das maiores e mais completas de tecnologia agrícola do mundo. Trouxe queijos maturados de diversos sabores, pão de queijo e um sorvete de goiabada, queijo derretido com calda de melado, um sabor que tem agradado muito quem prova”, garantiu. Cruvinel ressaltou que além de expor os seus produtos pretende adquirir equipamentos para melhorar o rendimento e a qualidade da sua produção. “Eu dependo também dessa cadeia do agronegócio, na Agrishow vem muita gente atrás de novas tecnologias e eu também dependo de vários produtos que são expostos nessa feira”.
 
Clube do Mel
 
A síndrome do colapso das colônias é algo que está acontecendo ao redor do mundo e com esse processo as abelhas têm morrido, os apicultores têm perdido os seus enxames e, a partir disso, a produção dos próprios agricultores tem sido prejudicada, pois sem as abelhas não acontece a polinização. Na 26ª edição da Agrishow, os visitantes também puderam degustar e levar para casa produtos de qualidade e aprender um pouco mais sobre a apicultura.
 
Liliana Rossi é proprietária do Clube do Mel e participou dos cinco dias da feira onde esteve em contato direto com o público, divulgando os produtos e informando sobre os benefícios do mel. “Não somos efetivamente o produtor e sim um e-commerce, temos contato com os produtores e através deles realizamos a comercialização. Selecionamos marcas, fazemos curadoria e revendemos produtos à base de mel e própolis de produtores de todo o Brasil, oferecendo assim méis de várias floradas e Estados diferentes”.

A empresária também falou da importância de participar da feira. “É muito bom poder ter um espaço dentro da Agrishow. Essa é uma maneira de disseminar a importância das abelhas, do benefício do mel, muitos não sabem que existe abelha sem ferrão e que ela também produz um mel. Eu espero difundir mais sobre a apicultura, sobre esse mercado que está dentro do agronegócio e em constante crescimento e fazer contatos promissores também”.

Pedacinho da Canastra

Thiago Reis e sua esposa Almiriam são proprietários do Pedacinho da Canastra e trouxeram para a Agrishow além de queijos, doces, licores e cachaças artesanais, a já conhecida carne suína na lata. O carro-chefe do estande atraiu muitos visitantes interessados na iguaria.

“No ano passado tivemos a oportunidade de apresentar os nossos produtos na Agrishow, porém não havia um espaço destinado a pequenos produtores artesanais como neste ano. Essa foi uma grande conquista. Naquela ocasião, trouxemos a carne suína na lata e vendemos quase 500 quilos. Essa carne é um produto que resgata a gastronomia afetiva, nos faz recordar a comida na casa da avó e devemos superar as vendas do ano passado”.

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