Entidades representativas realizam o 1º Seminário sobre mercado livre de energia em Sertãozinho-SP

Por: Fernanda Clariano com informação da assessoria
 
Em 2018, 82% da bioeletricidade que foi fornecida ao SIN (Sistema Interligado Nacional) vieram do setor sucroenergético que detém 11.410 MW, superior a capacidade instalada na UHE Belo Monte (11.233 MW), representando em torno de 7% da potência outorgada no Brasil e 77% da fonte biomassa.

Em capacidade instalada, a bioeletricidade sucroenergética é a 4ª fonte de geração mais importante, atrás da fonte hídrica, das termelétricas a gás natural e das eólicas.
 
Atualmente, aproveita-se apenas 15% do potencial da bioeletricidade sucroenergética. Se houvesse o aproveitamento pleno da biomassa presente nos canaviais, a bioeletricidade teria potencial técnico para chegar a 146 mil GWh, quase sete vezes o volume que será ofertado neste ano, o que representaria atender mais de 30% do consumo de energia do mercado brasileiro.

Combinando-se as condições do RenovaBio, programa de Estado para estímulo à produção de biocombustíveis, e um ambiente favorável de negócios no setor elétrico, a bioeletricidade sucroenergética tem potencial para crescer mais de 50% até 2027, saindo dos 21,5 mil GWh produzidos em 2018 para 33 mil GWh em 2027.
 
Para discutir temas relevantes sobre o mercado livre e a sua interface com a energia produzida por meio da biomassa da cana-de-açúcar, a Abraceel (Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia), o Ceise Br (Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis), a Cogen (Associação da Indústria de Cogeração de Energia) e a Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) realizaram no dia 16 de abril, no auditório do Centro Empresarial Zanini, em Sertãozinho-SP, o 1º Seminário Dia do Mercado Livre de Energia.

O “Cenário econômico no Brasil” foi discorrido pelo sócio-fundador da FG/A, Juliano Merlotto. De acordo com o executivo, com o ajuste fiscal é possível uma perspectiva positiva, tanto econômica quanto para o ambiente de negócios e para o setor de energia. “Se tiver ajuste fiscal e reformas, como a da Previdência, poderá acontecer uma redução ainda maior do risco País, e de juros reais. Provavelmente, esse ambiente vai produzir aumento de PIB (Produto Interno Bruto), aumento do consumo de energia elétrica – maior demanda –, e, no mundo dos negócios, taxa de juros menores significa retornos melhores. Então, projetos que não eram viáveis há dois, três anos, podem vir a ser com juros menores e financiamento adequado de longo prazo, atrelado ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), trazendo mais segurança aos investidores”, concluiu.
 
O gerenciamento do risco de energia é algo que se torna cada vez mais importante para evitar problemas financeiros nas empresas. A ‘Gestão de Energia Elétrica’ bem como a gestão de riscos foram abordadas pelo diretor da Replace, Carlos Alberto Schoeps.

O executivo chamou a atenção sobre a necessidade das empresas se prepararem melhor e aprender a gerenciar os riscos que o mercado oferece como: regulatório, de preço e de crédito. Já a gestão de risco deve prever o uso de processo, como técnicas, ferramentas e muita expertise, e ainda, segundo ele, é indispensável adotar uma abordagem estruturada e integrada para a gestão dos riscos do negócio com energia. “O nosso trabalho não é acertar as situações do que irá acontecer no mercado, quando o preço irá subir e quando irá cair. O nosso maior desafio é evitar que essas situações afetem os nossos negócios”, disse.
 
Já o presidente da Tradener, Walfrido Ávila, falou dos ‘Cenários de oferta e demanda no setor elétrico’. Para ele, o modelo de mercado de energia elétrica brasileiro é muito fechado. “A função de um comercializador é a de agregar todos os tipos de energia e levar uma carga garantida ao consumidor. O mercado livre veio para ficar, e o que nós precisamos é que ele seja 100% livre, e, os que não puderem ser, terão um amparo. O ideal é que se abra o mercado para assim facilitar o desenvolvimento do País”, finalizou.

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