APARANDO AS ARESTAS

Por: Marino Guerra
 
A Canaoeste promoveu um encontro na última quinta-feira entre produtores fornecedores associados e representantes da Biosev, onde o tema foi identificar quais os pontos de cada lado precisam de atenção especial na busca de ganho de eficiência e sobretudo rentabilidade.
 
Representando o grupo de usinas, que só na área de abrangência da associação possui quatro unidades (Santa Elisa, MB, Vale e Continental), o diretor de originação, Gabriel Carvalho, iniciou a conversa desejando ouvir dos produtores o que está mais desgastado no relacionamento.
 
Diversos presentes, que tem relacionamento com todas as unidades, se manifestaram e dentre os problemas pontuais foram unanimes em apontar a colheita como o maior deles.
 
Sob esse aspecto, também ficou nítida na opinião de todos a percepção de melhorias no sentido de qualidade do serviço, sendo a logística o olho do furacão, a qual acaba acarretando em diversos transtornos e apreensões por parte dos agricultores em decorrências de atrasos ou então interrupções.
 
Depois de ouvir a todos, Gabriel fez suas ponderações relatando os problemas que o grupo passou num passado recente, como o travamento de caixa e as consequências da falta de planejamento para numa forma irracional conseguir a quantidade de cana necessária que saciasse a fome das moendas.
 
Neste cenário, ele pontuou que perante a injeção de capital realizada pela Louis Dreyfus fez com que o conglomerado finalmente assumisse o seu controle, livre da presença de sócios minoritário. E desde então está sendo colocado em prática um audacioso plano de busca por melhora da qualidade e rentabilidade em todas os setores.
 
Nele, a empresa trabalha em diversos pilares, tendo destaque, pensando na evolução da colheita, a questão de manter um foco nos canaviais que estão a uma distância sustentável das unidades industriais.
 
Dessa maneira a ideia é dividir a área em blocos de colheita, os quais uma frente executará o trabalho ao longo de toda safra. Diante disso, como a separação será geográfica, estarão no mesmo bloco cana da usina e de fornecedores, então para o processo der certo, será preciso uma organização interna prévia, o que dará ao produtor o tão sonhado agendamento real do corte, mas demandará dele a fidelização em contrato.
 
É aí que entra a Canaoeste, pelo menos assim a Biosev espera. Por ser uma associação independente de fornecedores de cana, a entidade é a mais indicada para tomar frente do projeto representando os interesses de seus associados. E ela assumiu, através do pronunciamento do seu gestor corporativo, Almir Torcato, o compromisso de pelo menos estudar a viabilidade da proposta.
 
 
 

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