Promovendo a sustentabilidade

Por: Fernanda Clariano com informações da assessoria da ABiogás
 
O biometano é um recurso chave para o RenovaBio, uma vez que atende aos objetivos e diretrizes da política, possui a menor pegada de carbono e elevada competitividade frente aos combustíveis fósseis, promovendo sustentabilidade com redução de emissões e ampliação da matriz energética brasileira.
 
Somente no setor de biometano, o Brasil apresenta um potencial de produção de 78 milhões de m3/dia com resíduos desperdiçados, o suficiente para substituir 47% do óleo diesel consumido no país, com potencial de redução de 74% das emissões deste combustível.
 
Atualmente, o setor sucroenergético é a grande promessa para o biogás, com potencial para gerar 41 bilhões de m³/ano. Em seguida vêm a agroindústria com 38 bilhões e saneamento com 4 bilhões. No total, o Brasil poderia produzir 82 bilhões de m³/ano.
 
Com o objetivo de debater os desafios para o desenvolvimento do biogás e biometano no Brasil, a ABiogás (Associação Brasileira do Biogás e do Biometano) reuniu  entre os dias 31 de outubro e 1º de novembro na Capital Paulista representantes de todos os setores da cadeia de produção, aproveitamento e beneficiamento do segmento para o V Fórum do Biogás.
 
O evento contou com a participação de especialistas renomados que abordaram os avanços e expectativas do biogás no Brasil; as evoluções do Renovabio; a geração distribuída a partir do biogás; o uso do biometano na mobilidade; as políticas estaduais de incentivo; as opções de financiamento; além de como foi a implementação da maior planta de biodigestão do mundo para geração de energia elétrica.
 
O presidente da ABiogás, Alessandro Gardemann, comemorou a realização de mais uma edição do evento. “Reunir em um mesmo lugar os atores mais importantes do biogás é uma oportunidade incrível. É através dessa interação que conseguimos, a cada ano, evoluir e desenvolver ainda mais o setor de biogás e biometano”, disse. O executivo também chamou a atenção para as novas fontes de matéria-prima que foram consideradas. “Além de preencher o gap de três anos de atualização, incluímos outras fontes que antes não foram consideradas, como palha de milho e de soja”, destacou.
 
RenovaBio
 
O futuro de uma das maiores conquistas do setor no ano – o RenovaBio,  foi discutido no painel “Programa RenovaBio” que contou com a participação do diretor da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), Aurélio Amaral; do diretor de Biocombustíveis do MME (Ministério de Minas e Energia),  Miguel Ivan; do diretor da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), José Mauro Coelho e do presidente da ABiogás, Alessandro Gardemann.
 
Com um novo Governo pela frente, Ivan aposta na confiança das instituições. Para o representante da EPE, mesmo com preocupações, todo o avanço conquistado não será perdido. Já o diretor da ANP espera que, sendo uma lei sancionada, não será ameaçada, mas que o ritmo do avanço pode variar.
 
Ainda durante o fórum os executivos Bernard Sheff, presidente da ABC (American Biogas Council), e Marco Mazaferro, gerente de desenvolvimento de negócios da canadense Greenlane, abordaram como as políticas de incentivos transformaram o biogás e o biometano nos países norte-americanos. A especialista de resíduos do DIT UK - Departamento de Comércio Internacional do Reino Unido, Deborah Sacks, também esteve presente e deu o panorama europeu do biogás e como ele vem sendo usado como fonte de energia elétrica e térmica, além de trazer oportunidades de financiamento de projetos pelo governo inglês.
 
Mobilidade urbana
 
O futuro da mobilidade urbana foi discutido com representantes de empresas atentas aos biocombustíveis.
 
A New Holland apresentou suas apostas nos tratores a biometano, que têm a previsão para chegar ao mercado em 2020. O veículo terá um motor totalmente projetado para usar biometano, sem perder eficiência, e gerando 30% de economia com 80% menos de emissão de poluentes.
 
A Scania focou em ônibus e no transporte de passageiros. E a inspiração foi a Suécia, onde toda a frota de ônibus é movida a biocombustíveis, sendo considerada a maior do mundo com esse tipo de fonte. Para o diretor comercial da empresa, Silvio Munhoz, “a mobilidade poderá ser a biometano se as cidades reciclarem seus lixos e usarem esses resíduos para geração de combustível”, destacou.
 
 
 
 

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