Etanol em alta antecipa safra de cana-de-açúcar


O aumento dos preços do etanol provavelmente significará que a colheita de cana-de-açúcar do Brasil começará antes, de acordo com a Raízen Energia, a maior produtora de açúcar e etanol do País.
As usinas brasileiras podem produzir açúcar ou etanol a partir da cana, e aquelas que estiverem precisando de dinheiro rápido vão antecipar o esmagamento para aproveitar a alta do biocombustível, de acordo com a Raízen. Isso significa que cerca de 5 milhões a 7 milhões de toneladas de cana podem ser processadas no Centro-Sul do País, a principal região produtora, antes do início oficial da temporada 2018-19 em abril.
Os preços do etanol subiram mais de 40 por cento em relação ao piso do ano passado porque o Brasil derivou mais cana para a produção de açúcar e porque a alta do petróleo deixou o biocombustível mais competitivo em relação à gasolina. O maior produtor mundial de açúcar tem uma grande frota de carros flex, que funcionam tanto com etanol quanto com uma mistura de biocombustível e gasolina.
"A colheita começará cedo para aqueles grupos que têm problemas de fluxo de caixa, porque eles não podem perder os preços altos do etanol", disse Ivan Melo, diretor comercial da Raízen, em entrevista em Dubai. As usinas que não precisarem tanto de dinheiro vão aumentar a produção mais devagar para maximizar a capacidade de produzir etanol, disse ele.
Produção estimada
A partir de abril, as usinas do Centro-Sul vão processar 578 milhões de toneladas de cana, disse Melo. Isso produzirá 31,5 milhões de toneladas de açúcar, o menor volume em três anos, segundo dados da Raízen e da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA). Cerca de 41,7 por cento da cana serão usados para produzir açúcar, disse Melo.
Uma mudança para o etanol pode não ser de grande ajuda para os preços globais do açúcar, que caíram em um terço nos últimos 12 meses devido às expectativas de abundância, porque a maior parte da produção extra de açúcar veio de países que não podem recorrer ao etanol tanto quanto o Brasil.
"Dependemos de um evento climático nos próximos dois anos" para aumentar os preços, disse Melo. "Nunca vi uma colheita em que, aos preços de hoje, um país pode destruir 15 por cento de sua safra e nada acontecerá no mercado."
As usinas do Centro-Sul já cobriram cerca de 30 por cento do açúcar para a temporada2018-19 no mercado de futuros, mas, ao contrário do ano passado, elas ainda não se comprometeram com vendas físicas, disse Melo na Dubai Sugar Conference nesta semana. Isso significa que elas ainda podem comprar futuros de volta e produzir etanol.
É possível que os produtores tenham garantido os preços do etanol com produtos recém-criados no mercado de balcão, disse Melo. A Petrobras começou a ajustar os preços da gasolina de acordo com os mercados internacionais em 2016, possibilitando que os produtores de etanol aproveitem as flutuações dos preços globais da energia.
"Quando os produtores têm visibilidade, eles podem fazer planos, eles podem fazer coberturas, eles podem se comprometer com as vendas", disse Melo. "O risco é que a Petrobras mude essa política. Mas, analisando o período da safra, acho que as usinas podem cobrir com segurança com seis meses de antecedência".
O aumento dos preços do etanol provavelmente significará que a colheita de cana-de-açúcar do Brasil começará antes, de acordo com a Raízen Energia, a maior produtora de açúcar e etanol do País.

As usinas brasileiras podem produzir açúcar ou etanol a partir da cana, e aquelas que estiverem precisando de dinheiro rápido vão antecipar o esmagamento para aproveitar a alta do biocombustível, de acordo com a Raízen. Isso significa que cerca de 5 milhões a 7 milhões de toneladas de cana podem ser processadas no Centro-Sul do País, a principal região produtora, antes do início oficial da temporada 2018-19 em abril.

Os preços do etanol subiram mais de 40 por cento em relação ao piso do ano passado porque o Brasil derivou mais cana para a produção de açúcar e porque a alta do petróleo deixou o biocombustível mais competitivo em relação à gasolina. O maior produtor mundial de açúcar tem uma grande frota de carros flex, que funcionam tanto com etanol quanto com uma mistura de biocombustível e gasolina.

"A colheita começará cedo para aqueles grupos que têm problemas de fluxo de caixa, porque eles não podem perder os preços altos do etanol", disse Ivan Melo, diretor comercial da Raízen, em entrevista em Dubai. As usinas que não precisarem tanto de dinheiro vão aumentar a produção mais devagar para maximizar a capacidade de produzir etanol, disse ele.

Produção estimada
A partir de abril, as usinas do Centro-Sul vão processar 578 milhões de toneladas de cana, disse Melo. Isso produzirá 31,5 milhões de toneladas de açúcar, o menor volume em três anos, segundo dados da Raízen e da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA). Cerca de 41,7 por cento da cana serão usados para produzir açúcar, disse Melo.

Uma mudança para o etanol pode não ser de grande ajuda para os preços globais do açúcar, que caíram em um terço nos últimos 12 meses devido às expectativas de abundância, porque a maior parte da produção extra de açúcar veio de países que não podem recorrer ao etanol tanto quanto o Brasil.

"Dependemos de um evento climático nos próximos dois anos" para aumentar os preços, disse Melo. "Nunca vi uma colheita em que, aos preços de hoje, um país pode destruir 15 por cento de sua safra e nada acontecerá no mercado."

As usinas do Centro-Sul já cobriram cerca de 30 por cento do açúcar para a temporada2018-19 no mercado de futuros, mas, ao contrário do ano passado, elas ainda não se comprometeram com vendas físicas, disse Melo na Dubai Sugar Conference nesta semana. Isso significa que elas ainda podem comprar futuros de volta e produzir etanol.

É possível que os produtores tenham garantido os preços do etanol com produtos recém-criados no mercado de balcão, disse Melo. A Petrobras começou a ajustar os preços da gasolina de acordo com os mercados internacionais em 2016, possibilitando que os produtores de etanol aproveitem as flutuações dos preços globais da energia.

"Quando os produtores têm visibilidade, eles podem fazer planos, eles podem fazer coberturas, eles podem se comprometer com as vendas", disse Melo. "O risco é que a Petrobras mude essa política. Mas, analisando o período da safra, acho que as usinas podem cobrir com segurança com seis meses de antecedência".
 


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