A indústria em festa

Por: Fernanda Clariano


Nos últimos anos a indústria sofreu devido à crise, o que, de certa maneira, ajudou a quebrar paradigmas, afastando a ideia do imediatismo e fazendo o empresário pensar em longo prazo, na revolução industrial de fato e na importância de adequar o modelo de gestão das empresas à realidade econômica e ao novo perfil do mercado de trabalho.

Para celebrar o Dia da Indústria, que é comemorado em 25 de maio, e compartilhar com empresários, lideranças políticas e setoriais, associados e parceiros das entidades, os panoramas, oportunidades e perspectivas que envolvem o setor, o Ceise Br (Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustiveis) e o Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), realizaram no dia 23 de maio, no auditório da Canaoeste, o Seminário da Indústria com palestra sobre "O Brasil e as Macrotendências Mundiais", proferida pelo 2º vice-presidente da Fiesp e do Ciesp, José Ricardo Roriz.

Pensando de forma macro, assim como sugere o tema escolhido para o seminário, o Ceise Br, em parceria com a associações irmãs, como o Fiesp, o Ciesp, a Abimaq, e com demais entidades setoriais, tem buscado trabalhar e apoiar pautas que visam não só alternativas para o processo industrial como investimentos para ganhos de produtividade e eficiência, mas, também, para o desenvolvimento do mercado doméstico e o resgate da competitividade internacional.

"Este ano, diante de um novo cenário político, que reflete diretamente na economia, no desenvolvimento e crescimento do país, organizamos este encontro para tratar, essencialmente, das demandas, e como podemos nos preparar", disse o presidente do Ceise Br, Luis Carlos Jorge.

Brasil e as macrotendências mundiais
O mundo passa atualmente por grandes transformações. Nesse sentido, qual será o cenário global em 2030? Quais serão os impactos das mudanças na estrutura da demanda mundial e quais são as oportunidade para o Brasil? Em sua apresentação no seminário, José Ricardo Roriz fez uma análise sobre estas e outras questões.

 “O Brasil vive um momento muito difícil por conta da crise, das incertezas políticas e do elevado desemprego, mas isso não pode paralisar nossa indústria porque o resto do mundo segue avançando em tendência contrária, retomando com força suas políticas industriais para garantir solidez às suas economias e se preparando para os desafios da inexorável quarta revolução industrial”, comentou Roriz.

De acordo com ele, as mudanças – que podem ser observadas na população e na renda, no consumo de alimentos, energia e produtos básicos, na procura por manufaturados dentre outros, terão impacto na demanda mundial e isso gerará oportunidades para todos – e para o Brasil em especial, mas para que isso aconteça, para que o Brasil aproveite as oportunidades criadas pelas macrotendências será preciso superar as barreiras à competitividade e do crescimento econômico. Roriz ainda destacou as principais barreiras à competitividade e ao crescimento, sendo elas a tributação - 83%; a burocracia - 56,7%; o custo e acesso ao crédito - 39,2% e a baixa atratividade do investimento - 35,2%.

“É indiscutível que, chegando ao fim deste ciclo econômico de crise, as empresas brasileiras retomarão seus investimentos. Por isso, em linhas gerais, nosso objetivo é dar subsídios para essa tomada de decisão e estimular o aprofundamento de mais pesquisa nas suas respectivas tendências”, ressaltou Roriz.

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