A expedição cerrado

Por: Marino Guerra


Na edição passada foi dado início à sequência de reportagens envolvendo o projeto “Expedição Cerrado” desenvolvido pelo GEA (Grupo de Experimentação Agrícola) da Esalq-USP, quando foi apresentado o que é o grupo.

No texto que segue, o leitor poderá conhecer o histórico da expedição e também o roteiro que os estudantes vão cumprir entre o fim da janeiro e início de fevereiro de 2019.

Histórico da expedição   
A inspiração para o desenvolvimento do projeto veio a partir da percepção de que o Brasil é sabidamente uma potência agrícola mundial e dentro dele há diversos polos tanto de produção quanto de beneficiamento. Com isso foi identificada a necessidade de conhecer estes polos, ver de perto as dificuldades do produtor agrícola, as novas tecnologias utilizadas, os manejos mais atuais e os entraves da agropecuária nacional.

Iniciada em 2011 pelo grupo, a Expedição Cerrado começou percorrendo os estados de Minas Gerais, Goiás e Bahia, tendo um roteiro mais modesto, de pouco mais de 3 mil km, durando cerca de 10 dias. Nos anos seguintes a viagem técnica foi crescendo, alcançando estados um tanto quanto distantes do ponto de partida, que é São Paulo, mais precisamente no município de Piracicaba, como Rondônia, Pará e Maranhão.
Sendo assim, em toda a sua história a viagem já passou por 11 estados, que são: São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás, Bahia, Tocantins, Pará, Rondônia e Maranhão, com algumas viagens adentrando no coração deles, como a que chegou até quase o norte do Mato Grosso e a região central do Tocantins, alcançando as fronteiras agrícolas.

Atualmente, a Expedição Cerrado é considerada a maior viagem técnica organizada por alunos de engenharia agronômica do Brasil, e conta com cerca de 15 a 20 alunos todo ano. Na última edição (2018), foram 18 estudantes, que percorreram os estados de São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Tocantins e Goiás (quase 6 mil km) dentro de 18 dias.
Para a realização desse projeto, o grupo conta com diversos patrocínios provindos de empresas do ramo, que fomentam a locomoção e hospedagem dos participantes, viabilizando a viagem técnica.

Em troca do grande conhecimento adquirido e, principalmente, como agradecimento ao abrir de portas de todos que recebem o projeto (fazendas, produtores e empresas), o GEA promove um evento técnico sobre algum tema pertinente, escolhendo um local de grande importância do trajeto para realizá-lo. Vale lembrar que ele é de cunho beneficente, o qual são arrecadados alimentos não perecíveis como a entrada, para posterior doação a alguma entidade carente da região.

Roteiro 2019
Os estudantes partirão de Piracicaba no dia 21 de janeiro, com o objetivo de chegar em Sinop-MT, percorrendo mais de 2 mil km, até a manhã do dia 23. Na programação eles pretendem pernoitar em Campo Grande-MS e Cuiabá-MT.

Em Sinop, onde pretendem ficar até a tarde do dia 24, visitarão a Fazenda Agrolina e a unidade da Embrapa da cidade, especialista na integração lavoura-pecuária-floresta.
A segunda parada será em Lucas do Rio Verde-MT (150 km de Sinop), localidade a qual passarão todo o dia 25 e conhecerão a FS Bioenergia (pioneira no país a produzir etanol advindo 100% do milho) e a GDM Sementes (fabricante multinacional de sementes de soja).

No dia 26 pela manhã, os alunos partirão rumo a Primavera do Leste-MT (560 km de Lucas do Rio Verde), destino que ficarão até o dia 28. Nesta agenda está prevista a visita à Fazenda Cidade Verde e também será organizado o evento técnico dessa edição da expedição, que terá como tema a cultura do algodão.

A cidade seguinte será Rondonópolis-MT (130 km de Primavera do Leste), aonde serão visitadas a Fundação MT (instituição de cunho científico focada nas peculiaridades agrícolas do estado) e a Fazenda Leonardo.

O município que a expedição terá a agenda mais apertada será o de Rio Verde-GO (490 km de Rondonópolis), lá conhecerão a revenda da Case IH (Planalto), a Agropecuária e Confinamento Santa Fé, a sede da Cooperativa Comigo, a JHS Sementes (especialista em feijão) e a Fazenda São Tomás do Rio do Peixe.

Ao partir de Rio Verde a expedição passa para uma fase mais acelerada, a qual serão percorridas seis cidades em cinco dias. O primeiro destino será Catalão-GO (400 km de Rio Verde), cujo os alunos passarão pela Sementes Agrofava (especialista em soja), no mesmo dia irão para Ipameri-GO (60 km de Catalão) saber como funciona a Fazenda Santa Brígida.

Na manhã seguinte viajarão 170 km até atingir território mineiro, onde lançarão âncora em Uberlândia, cidade que verão o funcionamento da fábrica da Bayer/Monsanto e a Fazenda Eldorado.

Ao raiar o sol do dia 06 de fevereiro, os viajantes já estarão na estrada rumo à Patrocínio, chegando lá irão para a Expocaccer (cooperativa de produtores de café) e na Fazenda Daterra (que se destaca pela produção cafeeira sustentável).
O penúltimo destino será em Araxá onde passarão pela Fazenda Santa Maria e a Fertinutri (fábrica de adubo foliar). A viagem se encerra em Buritizal, na Usina Buriti, unidade da Pedra Agroindustrial.

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